SAÚDE

CBI PROTOCOLA OFÍCIO COBRANDO PROVIDÊNCIAS DO IPSEMG

terça-feira, 09/05/17 16:26

Após várias tentativas frustradas de tentar solucionar problemas no atendimento do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg), o Conselho de Beneficiários do Ipsemg (CBI) protocolou ofício direcionado ao presidente do Instituto, Hugo Vocurca Teixeira, solicitando um posicionamento formal às solicitações que foram apresentadas nos últimos meses. No documento, os membros dão um prazo de 15 dias, que termina no próximo dia 18/5, para manifestação e providências. Caso a situação permaneça, o Conselho estuda buscar outras medidas cabíveis.

A decisão de formalizar as denúncias e solicitações envolvendo os atendimentos do Ipsemg, mesmo essas já sendo de amplo conhecimento do presidente Hugo Teixeira, foi motivada pelo descaso da Administração do Instituto ao não apresentar soluções ou propostas para equalizar os problemas enfrentados pelos beneficiários.  De acordo com o presidente do CBI e diretor de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª Instância do Estado de Minas Gerais (SINJUS-MG), Alexandre Pires, muitos itens da pauta são antigos e as negociações não evoluem há meses.

“Estamos buscando melhorar o atendimento para o beneficiário que precisa dos serviços de saúde, mas o que estamos vendo é uma falta de respeito com as pessoas e também com os membros do Conselho, que reservam parte do seu tempo para contribuir”, afirma Alexandre Pires. Ainda segundo o dirigente, se o Ipsemg continuar com a posição negligente, o CBI irá buscar medidas nas esferas política, jurídica e administrativa.

Problemas persistem

Um dos impasses é em relação à situação precária por qual passa a saúde pública na cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Há vários meses, os membros do CBI tentam melhorias para os beneficiários daquela região sem sucesso. Na pauta de solicitações está a realização de um estudo para implementação de ambulatório de especialidades e de disponibilização de transporte para os usuários, além da ampliação da rede com atendimentos pelos hospitais Madrecor e Santa Catarina, sendo que este último tem convênio vigente, mas está se recusando a receber os beneficiários do Ipsemg.

O CBI também cobrou uma resposta definitiva da Presidência quanto ao pedido reiterado de mudança na coordenação de Uberlândia, devido à falta de habilidade da gestora regional em promover o atendimento e prestar as informações de forma adequada.

Sistema de cotas

A criação de um canal específico que receba as reclamações e denúncias dos usuários do Ipsemg em relação às cotas de atendimento foi outra demanda que precisou ser reforçada no ofício protocolado. O objetivo é reunir informações para que auxiliar no planejamento e remanejamento das cotas, evitando que atendimentos de urgência sejam negados aos beneficiários.

O Instituto também foi cobrado acerca da realização de um estudo comparativo entre o índice de crescimento na arrecadação do Instituto e o crescimento do reajuste das cotas nos últimos três anos.

Próximas medidas

Durante a reunião de abril do CBI, os membros decidiram estudar a proposta de realização de uma audiência pública para discutir os problemas no atendimento aos beneficiários do Ipsemg e o cumprimento das decisões deliberados no Fórum Técnico.

Outro assunto discutido foi sobre a reportagem veiculada, em março, no jornal “O Tempo” (veja a matéria), que denunciava que o fechamento de alas no Hospital Governador Israel Pinheiro (HGIP) estava prejudicando o serviço. A diretoria do Instituto refutou as denúncias do jornal.

Quanto ao problema antigo dos elevadores, o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER/MG), solicitou prazo de quatro meses para início da reforma. O CBI encaminhará ofício para o diretor do órgão e para o governador, questionando o destino dos recursos que seriam usados na obra. A licitação está em aberta há quase dois anos.

O Conselho de beneficiários se reunirá em breve com os representantes de Câmara e com as entidades sindicais do Estado para traçar medidas quanto ao futuro do Ipsemg. “O Governo do Estado será acionado e deverá tomar medidas urgentes quanto ao caos que tomou a Instituição, pois este não pode ficar omisso enquanto a saúde do seu servidor está comprometida” afirma Alexandre Pires.

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